Uma das contradições financeiras mais comuns é a pessoa pagar uma fortuna em uma bolsa, carro, celular, supervalorizando estes objetos, porém… DESVALORIZAR os serviços dos profissionais que a atendem: pechinchando, atrasando o pagamento, exagerando nas exigências, tratando mal, pagando o mínimo possível, cancelando ou desmarcando em cima da hora, afirmando que ele não precisa. Coisas dão status, a pessoa pode mostrar, ostentar e ficar olhando para elas, enquanto o serviço é abstrato, o lado infantil dela não reconhece bem o abstrato. Ainda que o resultado deste serviço seja bem visível e concreto, ainda que a ajude a viver melhor, ela não retribui isto ao prestador deste serviço. Pelo contrário, o prejudica.

Isto também faz parte do consumismo, que nos leva a desejar tudo o que vemos e ouvimos falar: o serviço de um profissional competente? Eu quero! Um cachorrinho fofinho? Vou levar! A roupa da moda? Agora mesmo! Uma linda casa bem espaçosa? Eu mereço! Todos os acessórios possíveis no meu carro? Preciso! Mas com que dinheiro vou pagar o profissional? E depois, como irei manter a casa? Terei tempo para educar meu cachorro e cuidar bem dele por uns 15 anos? Vou mesmo usar esta roupa para justificar o preço? Este carro é o mais adequado ao meu estilo de vida? Agir por impulso, sem pensar nas conseqüências para nós e para os outros e pensar que cartão de crédito cria dinheiro são coisas de criança. Enquanto fizermos isso, nossos filhos, sobrinhos e empregados nos imitarão.

Segundo Aldo Novak, a nossa sombra é muitas vezes uma criança birrenta, que grita “Eu quero agora!”  Ele diz que “SONHAR É TER ALEGRIA COM LASTRO”.

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