Às vezes hesitamos diante de um valor alto, sem perceber que pode ser um bom negócio disfarçado. Surge uma necessidade ou oportunidade de fazer algo que tenha um custo assustador e ficamos paralisados sem decidir nada. Só que no dia-a-dia assumimos compromissos que acabam sendo equivalentes ou até de maior valor, só porque estão parcelados. Dois exemplos que já vi algumas vezes:

A pessoa paga um aluguel mais caro do que deveria e, como ele não cabe no orçamento, acaba  em dívida. Depois de um tempo endividada, ela se incomoda e pensa em mudar-se dali para um lugar mais barato, mas fica adiando a decisão por não ter dinheiro para pagar uma mudança. O que assusta é o valor alto de uma vez, como  3.000 pela mudança para quem já está sem dinheiro. Acontece que pagando um aluguel de, digamos, 300 a mais do que deveria por mês, ela gasta estes mesmos 3.000 em 10 meses, fora os custos da dívida. Então a mudança seria um investimento de custo único e retorno em 10 meses, desde que ela mude para um lugar pelo menos 300,00 mais barato.

A pessoa abre uma empresa, muda de área e a mantém sem usar nem receber rendimento algum. Toda empresa aberta, mesmo inativa,  precisa pagar tributos para o governo e os serviços de um contador, digamos que neste caso seja um salário mínimo por mês (arredondando 550) em média. Depois de alguns meses, a pessoa deseja fechar a empresa mas descobre que isto custará cerca de 5 salários mínimos (arredondando, 2.750) e diz não ter todo este dinheiro. A cada 5 meses mantendo aberta ela gasta o mesmo valor que gastaria encerrando a empresa e se ela fechasse mesmo, após 5 ou 6 meses com o dinheiro economizado já poderia até abrir outra se preciso.

Anúncios