Gostei do texto da Eliane Brum que aborda a educação dos filhos e o consumismo. “… Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando…”

Içami Tiba afirma que nós educamos os filhos para que eles usem drogas!  “É exigir que ela faça o que é necessário. Os pais dão tudo e depois castigam os filhos porque estes fazem coisas erradas. Mas não é culpa dos filhos. Afinal, eles não querem estudar porque estudar é uma coisa chata, mas alguma vez ele fez algo que é chato em casa? No final, a criança estica na escola aquilo que aprendeu em casa. A educação é um projeto de formar uma pessoa com independência financeira, autonomia comportamental e responsabilidade social.” Vale a pena ler toda a entrevista.

O blog Maternidade Consciente fala da importância do vínculo afetivo.  “O ingresso da mulher no mercado de trabalho é conquista de enorme valor humano e inegável dimensão econômica. A libertação de seu admirável patrimônio intelectual, rico em originalidades de gênero, antes represadas, trouxe para a sociedade o componente feminino que faltava à completude do processo de construção social.”

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