protesto


O Idec – Instituto de Defesa do Consumidor analisou diversos produtos que tem a embalagem estampada com lindas frutas, para descobrir que são bem artificiais, a maioria deles contendo de zero a 10% de fruta.

Economize dinheiro no supermercado e no médico: faça sucos, gelatinas e doces com frutas frescas da estação!

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blogagem coletiva sugerida por Infância Livre de Consumismo

Duas recentes medidas do Conar referentes aos abusos da publicidade voltada para as crianças nos deixaram preocupados e ainda mais descrentes da atuação deste órgão com relação à proteção da infância.

A primeira foi a decisão de sustar a campanha da Telessena de Páscoa por anunciar para o público infanto-juvenil um produto que só pode ser vendido para maiores de 16 anos (de acordo com regulamentação da SUSEP). A segunda foi a advertência dada pelo Conar à Ambev, com relação ao ovo de páscoa de cerveja da Skol.

Ambas atitudes do Conar seriam dignas de aplausos – se tivessem sido tomadas quando as campanhas publicitárias estavam no ar, na Páscoa, em março. Mas o Conar só agiu em junho, quando as campanhas já não eram mais veiculadas.

Com isso, não houve nenhum impedimento para que a mensagem indevida da Telessena atingisse impunemente milhões de brasileirinhos e que a Ambev promovesse bebida alcoólica através de um produto de forte apelo às crianças. A advertência à Skol é ainda mais ineficaz, pois não impede que no próximo ano, produto semelhante seja oferecido.

O Movimento Infância Livre de Consumismo vê nessas decisões a comprovação de que o atual sistema de autorregulamentação praticado pelo mercado publicitário brasileiro é lento, omisso e ineficiente. Fato ainda mais grave quando se trata da defesa do público infantil.

Por isso, exigimos que a publicidade infantil sofra um controle externo como todas as atividades empresariais. Reiteramos nossa postura de que, sem leis e punição, jamais teremos uma publicidade infantil mais ética.

Nós, mães e pais, exigimos respeito à infância dos nossos filhos e solicitamos que estas duas atuações não constem dos autos do Conar como casos de sucesso. Contabilizar pareceres dados depois que as campanhas saíram do ar, como exemplo da firme atuação do Conar, é propaganda enganosa. E isso contraria o tal Código de Autorregulamentação que os publicitários insistem em tentar nos convencer que funciona.

(Este texto faz parte de uma blogagem coletiva proposta pelo Movimento Infância Livre de Consumismo juntamente com blogs parceiros. Este movimento é composto por pais e mães que desejam uma regulamentação séria e eficiente da publicidade voltada para crianças. Para saber mais acesse: http://www.infancialivredeconsumismo.com.br)

Você já percebeu que na tv uma coisa faz propaganda da outra? Por exemplo: você acompanha uma novela diariamente por meses, onde há propaganda inserida no contexto como se fosse parte da história. No intervalo comercial, você vê os atores da novela anunciando produtos diversos, depois em outros programas da mesma emissora (programas femininos e de auditório) comentários sobre a novela, entrevistas com os atores sobre os seus personagens, cantores apresentado as músicas da trilha sonora.

Por fim as músicas e as peças de roupa ou acessórios usados na novela viram moda e estão à venda pela cidade. Outro dia levei um susto na sapataria ao me deparar com peças como a desta foto.

O Infância Livre de Consumismo sempre critica  propaganda voltada diretamente para as crianças, mas desta vez fala abertamente sobre a lavagem cerebral até mesmo para os adultos, em um texto curto e direto: http://infancialivredeconsumismo.com/index.php/e-muito-mais-rapido-seduzir-crianca/.

Atualizado em 11/jun: Há também a “novela da família” que na prática é voltada para as crianças e mostra bullying o tempo todo – super educativa, não percam! Ironias à parte, assistindo a um outro programa na mesma emissora, de repente a tela é (toda) invadida por um bunner da novelinha por alguns segundos. Resumindo: na TV o comercial está presente o tempo todo, seja direta ou indiretamente, não apenas nos intervalos comerciais. E no cinema também, em menor escala mas existe, na tv a cabo também! É preciso ficar alerta e ligado o tempo todo!

O Estadão alerta para uma coisa que todos os consumidores espertos já perceberam: a maioria dos objetos é fabricada com data para “morrer”. Então, além de você ser pressionado a querer, você é obrigado a trocar de modelo mesmo que não queira. Foi produzido um documentário sobre isto, chamado The Light Bulb Conspiracy, confiram o trailer no final do texto.

Fico chocada com as propagandas de inseticida que mostram a mãe borrifando grenerosamente inseticida na casa toda, inclusive perto de crianças e animais! Mais uma coisa bizarra que aparece na tv como se fosse normalíssima…

Vamos nos informar sobre esses produtos que são feitos para MATAR os insetos, que muitas vezes são bem resistentes, como baratas por ex. Pesquise e pergunte aos químicos e médicos que você conhece. O Ministério da Saúde tem dado alertas contra o uso indiscriminado de inseticida, ouça.

Cuidado extra com os VENENOS – sim, não são simples repelentes nem muito menos “remédios” como alguns chamam – que sejam de choque (matam na hora) ou de longa duração (residuais), eles são ainda mais TÓXICOS a nós e nossos animais domésticos. Já basta os agrotóxicos que consumimos sem querer nos alimentos e bebidas…

Sugiro reduzir o consumo e usar com muito critério os inseticidas! Busque alternativas como o álcool 90º para borrifar um jato diretamente no inseto, armadilhas caseiras para pernilongos e iscas para baratas (pelo menos o veneno fica escondido).

Depois do polêmico programa A Liga ter denunciado esquemas de trabalho escravo envolvendo os bolivianos costurando para um fornecedor da loja Zara, muitas pessoas ficaram chocadas e outros nomes ficaram em evidência: Collins, Pernambucanas, C&A, 775 e Marisa.

Os escravos modernos não tem cor ou raça específica, mas trabalham duro e ganham pouco dinheiro, liberdade restrita, baixo conforto e segurança precária. No final do processo, a maioria destas roupas é vendida a centenas de reais e cada um dos trabalhadores recebeu apenas alguns centavos por ela. Confira na revista Exame.

Aproveitar-se do desespero alheio não é inteligência financeira!

Mais um comercial daquele tipo perfeito para deturpar as suas ideias sobre dinheiro e o relacionamento entre pais e filhos.  Filhos interesseiros, que abraçam os pais ao som de pérolas como: quer conquistar seus filhos deste jeito?  Eu não, obrigada!  E o comercial anterior, dos smartphones era tão bacana…

Inacreditável mesmo, como diz a música!

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