Em tempos em que manipular os outros para fazer as nossas vontades é tão comum, eu estava lendo o livro A Ciência de Ficar Rico. Discordei de alguns pontos, duvidei de outros, mas amei algumas partes, como esta:

“É um erro flagrante coagir as pessoas pelo poder mental, assim como coagi-las pelo poder físico.
Se obrigar as pessoas pela força física a fazer coisas por você as reduz à escravidão, obrigá-las por meios mentais faz exatamente a mesma coisa; a única diferença está nos métodos.
Se tirar coisas das pessoas pela força física é roubar, igualmente tirar coisas pela força mental também é roubo.
Não existe diferença no princípio.”

Wallace D. Wattles

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O coach e palestrante Aldo Novak mostra como manter o rumo de sua vida sem ilusões.
“Um avião não viaja em linha reta, do aeroporto de saída ao de chegada. Ele faz intermináveis correções de rumo.”

Opinar sobre a vida alheia é andar em campo minado, pode terminar bem ou mal, nunca se sabe onde está a bomba nem qual será o estrago em quem pisar nela. A travessia é sempre tensa e deve ser evitada, mas alguns estão sempre lá…

Tenho a mania de manifestar minhas opiniões. Fui amadurecendo e percebendo que isto é bem delicado, um palpite errado ou na hora errada ou para a pessoa errada pode prejudicar um bom relacionamento. Conheci a humildade e o respeito ao espaço alheio, que me fizeram rever meus conceitos. Observei as pessoas que falam pouco, orientais para quem a opinião individual não é o mais importante, pessoas que apoiam e ajudam com ações e não com palavras, pessoas que aconselham uma coisa e fazem outra, pessoas que não se interessam por opiniões alheias e até as que ficam irritadas e ofendidas com qualquer tipo de palpite. Já me senti patética dando conselhos, já me cansei de palpites recebidos e até enjoei de auto-ajuda…

Um dia resolvi colocar a minha mania para trabalhar para mim e para os outros sendo consultora – já que ela está sempre presente, que seja útil. Isto fez com que eu desse vazão a uma necessidade minha, desenvolvesse a arte de aconselhar (agora profissionalmente) e ainda fosse paga por isto. Só que assim a mania cresceu! Agora eu consigo ajudar mais, porém preciso ter o dobro do cuidado para não invadir o espaço alheio dos amigos, parentes e até mesmo na consultoria, pois me sinto mais apta a dar conselhos. Preciso me lembrar do direito de cada um de seguir seu próprio caminho e até de cometer seus erros e aprender com eles. Cada caso merece um tratamento especial.

Recebi inúmeros agradecimentos por ter ajudado muita gente, fiz a diferença muitas vezes justamente por ter falado o que “não deveria” ou sobre coisas que não me diziam respeito. E da mesma forma já aprendi muito com gente inconveniente que me aconselhou causando mal estar na hora, mas uma lição útil depois de alguma reflexão. Normalmente o conselho gentil é duplamente eficaz – pelo conselho e pela gentileza. Mas há momentos em que temos que ser diretos, as palavras fortes e agressivas causarão muito mais impacto. Alguém precisa se rebelar, protestar, contestar e questionar ou as coisas nunca mudam.

Onde está o limite? Para mim a resposta está novamente no amor. Procuro olhar para o outro ser humano com genuína vontade de ajudar. Penso bem antes de me manifestar: Ele precisa mesmo da minha ajuda? Ele sabe que precisa ou pediu ajuda? Ele está pronto para receber ajuda? Eu estou pronta para dar a ajuda de que ele precisa no momento certo para ele? Eu estou sendo invasiva e mal educada? Filtros assim evitam atritos desnecessários. Vamos tentar compartilhar nossa sabedoria e não nossa neurose…

Digamos que eu seja uma boa cozinheira para sobremesas e tenha uma especialidade: doce de leite com coco e canela. Sabendo que vou receber uma visita muito querida, faço com o maior carinho o doce que eu adoro e muitas pessoas elogiam. A visita chega, começa a comer com alegria e logo me pergunta se o doce contém canela. Ela passa mal e me explica que gosta de canela, mas tem alergia. A partir daí, a responsabilidade é minha se continuar a oferecer doces com canela a esta pessoa. Não importam as minhas sinceras intenções de agradá-la nem meu capricho no preparo dos doces, eu preciso aceitar que eu dou uma delícia que me faz bem e ela recebe um veneno que lhe faz mal. Se eu me esquecer ou menosprezar isso, estarei fazendo por mim e não por ela, estarei atrapalhando e não ajudando. Melhor comer outra coisa.

O trabalho voluntário é um favor aos outros e a si mesmo. Para começar, inspire-se nas histórias a seguir, pegue um dado e siga as casas do desenho. É fácil ajudar!

E se a gente vivesse sem dinheiro? Por um mês, a Bia tentou não pôr a mão no bolso. E, assim, vivendo na pindaíba, ela descobriu o real valor do que consome, veja o relato dela em Minha vida sem grana.

Em um mundo onde tudo já está pronto e à venda, parar e encontrar tempo para produzir algo por si mesmo Com a mão na massa pode ser fonte de satisfação e de relaxamento.

Em Graças à vida leia como ser grato ajuda a lembrar que a vida é boa e vale a pena ser vivida. Tão elementar quanto a existência, ela fortalece nossas relações e nos dá a melhor vida possível.

Até que ponto guardar e colecionar é saudável?  Como qualquer linha divisória entre normal e anormal nem sempre é óbvia. Este pode ser um problema com graves ou no mínimo desagradáveis consequências, além de ser um problema crescente, que faz acumular cada vez mais coisas com o tempo. Saiba mais neste artigo Colecionismo Compulsivo. Só não entendi a parte de ser organizado, a maioria das pessoas que eu conheço com mania de guardar / colecionar não dá conta de arrumar.

Muitos afirmam ser o amor ao dinheiro o maior problema do mundo, o que leva as pessoas a serem más e infelizes, cometerem atos criminosos e se tornarem escravas. Quando eles citam exemplos de pessoas que seriam materialistas e teriam este amor ao dinheiro exacerbado, eu vejo outra coisa. Vejo amor ao PODER que o dinheiro traz, o controle sobre sua própria vida e a dos outros, o respeito que deveria ser destinado a todos, o status que impressiona.

Frequentemente eu tenho a impressão que as pessoas que se deixam controlar e seduzir pelo poder financeiro do outro, essas sim tem amor ao dinheiro… E também acho que o amor ao poder é que é avassalador, impiedoso, escravizante e perigosíssimo. Deve ser administrado e trabalhado com extremo cuidado e normalmente se manifesta de outras formas não necessariamente mateirais!

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A revista Mente e Cérebro analisa nossas reações diante de uma liquidação afirmando que “Comprar envolve uma competição de circuitos cerebrais entre o prazer de adquirir um objeto e a dor de pagar por ele”.