Você sabe como resistir aos apelos da propaganda?

É sobre isso o excelente texto do MPF (Ministério Público Federal), cuja origem é a cartilha do IDEC + Inmetro, todos são instituições ligadas aos nossos direitos.

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Se você gosta demais de comprar, aprenda vendas e marketing

Faça isto primeiro para ver o outro lado da mesma moeda, sempre muito importante. Descubra porque dizem que o produto mais vendido do mundo é a ilusão. A ilusão de ser mais do que se é: uma pessoa mais bonita, poderosa, feliz, rica, estilosa, descolada e saudável. Sim, pode-se comprar beleza, poder, riqueza, alegrias, estilo e saúde, mas só até certo ponto e desde que você tenha dinheiro para isso. Nos cursos de vendas e marketing ficará mais claro para você até onde é verdade e onde começa o exagero e a maquiagem da verdade. Desde quando alimentos light ou diet são necessariamente mais saudáveis? Você ja reparou nos transtornos causados pela troca anual das roupas e acessórios, do carro, dos móveis, do celular e do computador? Será que o benefício associado àquele produto ou serviço que você está adquirindo não seria uma ilusão que vai lhe causar muita frustração?

Conhecer os scripts de vendas é obrigatório para quem costuma cair no consumismo. Algumas pessoas sentem-se enganadas e arrependidas ao perceber o tamanho da influência que palavras, sons, cheiros e imagens exerceram sobre ela e a fizeram gastar mais do que deveriam. Dali em diante, elas já estarão mais espertas e fortes, aptas a negociar com um vendedor com mais igualdade. Entendendo melhor como funciona a técnica de vendas, você poderá fazer  compras melhores e mais conscientes. Quando atacado por um esquema tático agressivo de vendas (isso é bem mais comum do que supomos) você terá mais condições de defender-se. Quando chantageado por situações que provocam suas emoções, você terá mais facilidade de reconhecer a manipulação e será menos frágil a ela. Quando abordado por um vendedor chato e despreparado, você terá mais paciência com ele, enxergando o ser humano que está trabalhando duro e merecendo o seu respeito, mas talvez não o seu dinheiro.

Mesmo que você não seja consumista, saber vender é essencial. Aprenda sobre isto de qualquer maneira, em livros, cursos e na prática. Todos nós deveríamos aprender a promover, já que dificilmente alguém passará uma vida inteira sem ter que vender algum produto, serviço ou ideia e negociar. O marketing está em tudo, convivemos com ele o tempo todo, precisamos conhecê-lo e fazer uso dele de maneira consciente e ética. Vender pode ser ajudar o cliente, conhecer pessoas surpreendentemente interessantes, fazer negócios em que todos saem ganhando, superar a vergonha, seguir em frente depois de ser contrariado, persistir depois de ser rejeitado, aprender profundamente sobre o produto ou serviço que você vende, contornar obstáculos, ajudar a empresa a crescer, acompanhar os resultados da sua venda. Enfim, promover alguma coisa e vencer pode ser sim super divertido.

blogagem coletiva sugerida por Infância Livre de Consumismo

Duas recentes medidas do Conar referentes aos abusos da publicidade voltada para as crianças nos deixaram preocupados e ainda mais descrentes da atuação deste órgão com relação à proteção da infância.

A primeira foi a decisão de sustar a campanha da Telessena de Páscoa por anunciar para o público infanto-juvenil um produto que só pode ser vendido para maiores de 16 anos (de acordo com regulamentação da SUSEP). A segunda foi a advertência dada pelo Conar à Ambev, com relação ao ovo de páscoa de cerveja da Skol.

Ambas atitudes do Conar seriam dignas de aplausos – se tivessem sido tomadas quando as campanhas publicitárias estavam no ar, na Páscoa, em março. Mas o Conar só agiu em junho, quando as campanhas já não eram mais veiculadas.

Com isso, não houve nenhum impedimento para que a mensagem indevida da Telessena atingisse impunemente milhões de brasileirinhos e que a Ambev promovesse bebida alcoólica através de um produto de forte apelo às crianças. A advertência à Skol é ainda mais ineficaz, pois não impede que no próximo ano, produto semelhante seja oferecido.

O Movimento Infância Livre de Consumismo vê nessas decisões a comprovação de que o atual sistema de autorregulamentação praticado pelo mercado publicitário brasileiro é lento, omisso e ineficiente. Fato ainda mais grave quando se trata da defesa do público infantil.

Por isso, exigimos que a publicidade infantil sofra um controle externo como todas as atividades empresariais. Reiteramos nossa postura de que, sem leis e punição, jamais teremos uma publicidade infantil mais ética.

Nós, mães e pais, exigimos respeito à infância dos nossos filhos e solicitamos que estas duas atuações não constem dos autos do Conar como casos de sucesso. Contabilizar pareceres dados depois que as campanhas saíram do ar, como exemplo da firme atuação do Conar, é propaganda enganosa. E isso contraria o tal Código de Autorregulamentação que os publicitários insistem em tentar nos convencer que funciona.

(Este texto faz parte de uma blogagem coletiva proposta pelo Movimento Infância Livre de Consumismo juntamente com blogs parceiros. Este movimento é composto por pais e mães que desejam uma regulamentação séria e eficiente da publicidade voltada para crianças. Para saber mais acesse: http://www.infancialivredeconsumismo.com.br)

Gostei do texto da Eliane Brum que aborda a educação dos filhos e o consumismo. “… Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando…”

Içami Tiba afirma que nós educamos os filhos para que eles usem drogas!  “É exigir que ela faça o que é necessário. Os pais dão tudo e depois castigam os filhos porque estes fazem coisas erradas. Mas não é culpa dos filhos. Afinal, eles não querem estudar porque estudar é uma coisa chata, mas alguma vez ele fez algo que é chato em casa? No final, a criança estica na escola aquilo que aprendeu em casa. A educação é um projeto de formar uma pessoa com independência financeira, autonomia comportamental e responsabilidade social.” Vale a pena ler toda a entrevista.

O blog Maternidade Consciente fala da importância do vínculo afetivo.  “O ingresso da mulher no mercado de trabalho é conquista de enorme valor humano e inegável dimensão econômica. A libertação de seu admirável patrimônio intelectual, rico em originalidades de gênero, antes represadas, trouxe para a sociedade o componente feminino que faltava à completude do processo de construção social.”

Um dos sinais de que o consumismo tomou conta da pessoa e de que parecer ter agora é a prioridade dela, é o consumo de itens falsificados. Tomemos como exemplo os tênis.

Um tênis é um calçado e portanto influi mais na saúde do que uma roupa, incluindo a estrutura de ossos, tendões, articulações e até a coluna vertebral.  O tênis deve ser confortável, durável, adequado aos seus pés, à sua pisada e ao tipo de uso que você fará dele.  Caminhada, corrida, basquete e futebol pedem diferentes tipos de tênis.  A partir daí as cores, o estilo, as marcas e o preço podem ser levadas em conta.

O que leva alguém a ignorar tudo isto e aceitar um produto que não é fiscalizado e portanto muitas vezes utiliza a pior matéria prima possível, trabalho escravo ou infantil, acabamento que não dura?  O que leva um consumidor a abrir mão dos seus direitos pagando para uma empresa que não tem qualquer compromisso com a qualidade nem com coisa alguma que não seja parecer com o original? Por que alguém usa um produto de mentira se pode encontrar um de verdade pelo mesmo preço? Tudo bem um fabricante de calçados bem conceituado fazer um modelo parecido, mas com a marca dele.

Há tênis Mizuno, Asics, Puma, Nike e Adidas que custam 1,5 salário mínimo (alguns se aproximam de 1.000,00). Outros modelos intermediários destas mesmas marcas por 1 salário mínimo ou perto de 0,5 salário mínimo.  Os modelos mais básicos da Olympikus, Fila, All Star, custam cerca de 1/5 de salário mínimo (cerca de 100,00) e há muitos tênis ótimos para uso leve. A diferença é grande e quem não puder ou não quiser gastar uma fortuna, tem opção sim.

Revistanet ensina a reconhecer os piratas da Nike e Adidas:

http://www.revistanet.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=307:tenis-pirata-e-prejudicial-a-saude&catid=1:latest-news&Itemid=89

Abicalçados alerta para os riscos de lesão e fungos:

http://www.abicalcados.com.br/noticias_bespecialistas-alertam-que-tenis-falsificados-causam-lesoes-nas-articulacoes-e-na-coluna/b.html

Algumas dicas no Mercado Livre para tênis de corrida:

http://guia.mercadolivre.com.br/guia-compra-tenis-corrida-16541-VGP

http://guia.mercadolivre.com.br/guia-compra-tenis-equipamentos-corrida-1682-VGP

Interativa Regional fala sobre todos os produtos piratas, de óculos de sol a remédios:

http://www.interativaregional.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2040

A Folha mostra o aumento da emissão de CO2,  infelizmente um grande aumento.

Importantíssimo pensar em onde descartar pilhas e baterias, celulares, computadores, pneus, lâmpadas e todos os objetos que contém substâncias tóxicas.  Se forem simplesmente jogados na terra (ou no lixo que será jogado na terra), eles contaminarão toda a região, onde pode haver hortas, pomares, grandes plantações ou água.

Quanto mais você compra, mais lixo você tem e o lixo parece desaparecer como mágica, mas racionalmente sabemos que não é assim…

Acabei de elogiar o site da Azaléia pelas várias dicas de como cuidar bem dos calçados e começou uma campanha que não gostei nadinha… A propaganda da TV diz que NÃO INTERESSA QUANTOS SAPATOS VOCÊ TENHA, É SEMPRE POUCO, que isso é sinal de autoestima, que gostar de sapatos é gostar de você!!!  Como???  E se você já estiver abarrotada de sapatos, desperdício é coisa de quem tem autoestima elevada?  E se você não puder pagar naquele momento por aquele sapato, quem se gosta faz dívida? Ficar repetindo sapato, sapato, sapato e mostrando vários pares reforça a ideia da quantidade. 

Gosto de sapatos, gosto da Azaleia, mas SENSO CRÍTICO SEMPRE, isso sim é sinal de autoestima…