Em tempos em que manipular os outros para fazer as nossas vontades é tão comum, eu estava lendo o livro A Ciência de Ficar Rico. Discordei de alguns pontos, duvidei de outros, mas amei algumas partes, como esta:

“É um erro flagrante coagir as pessoas pelo poder mental, assim como coagi-las pelo poder físico.
Se obrigar as pessoas pela força física a fazer coisas por você as reduz à escravidão, obrigá-las por meios mentais faz exatamente a mesma coisa; a única diferença está nos métodos.
Se tirar coisas das pessoas pela força física é roubar, igualmente tirar coisas pela força mental também é roubo.
Não existe diferença no princípio.”

Wallace D. Wattles

“Não confunda derrotas com fracasso nem vitórias com sucesso.
Na vida de um campeão sempre haverá algumas derrotas, assim como na vida de um perdedor sempre haverá vitórias.
A diferença é que, enquanto os campeões crescem nas derrotas, os perdedores se acomodam nas vitórias.”

Roberto Shinyashiki

O coach e palestrante Aldo Novak mostra como manter o rumo de sua vida sem ilusões.
“Um avião não viaja em linha reta, do aeroporto de saída ao de chegada. Ele faz intermináveis correções de rumo.”

Opinar sobre a vida alheia é andar em campo minado, pode terminar bem ou mal, nunca se sabe onde está a bomba nem qual será o estrago em quem pisar nela. A travessia é sempre tensa e deve ser evitada, mas alguns estão sempre lá…

Tenho a mania de manifestar minhas opiniões. Fui amadurecendo e percebendo que isto é bem delicado, um palpite errado ou na hora errada ou para a pessoa errada pode prejudicar um bom relacionamento. Conheci a humildade e o respeito ao espaço alheio, que me fizeram rever meus conceitos. Observei as pessoas que falam pouco, orientais para quem a opinião individual não é o mais importante, pessoas que apoiam e ajudam com ações e não com palavras, pessoas que aconselham uma coisa e fazem outra, pessoas que não se interessam por opiniões alheias e até as que ficam irritadas e ofendidas com qualquer tipo de palpite. Já me senti patética dando conselhos, já me cansei de palpites recebidos e até enjoei de auto-ajuda…

Um dia resolvi colocar a minha mania para trabalhar para mim e para os outros sendo consultora – já que ela está sempre presente, que seja útil. Isto fez com que eu desse vazão a uma necessidade minha, desenvolvesse a arte de aconselhar (agora profissionalmente) e ainda fosse paga por isto. Só que assim a mania cresceu! Agora eu consigo ajudar mais, porém preciso ter o dobro do cuidado para não invadir o espaço alheio dos amigos, parentes e até mesmo na consultoria, pois me sinto mais apta a dar conselhos. Preciso me lembrar do direito de cada um de seguir seu próprio caminho e até de cometer seus erros e aprender com eles. Cada caso merece um tratamento especial.

Recebi inúmeros agradecimentos por ter ajudado muita gente, fiz a diferença muitas vezes justamente por ter falado o que “não deveria” ou sobre coisas que não me diziam respeito. E da mesma forma já aprendi muito com gente inconveniente que me aconselhou causando mal estar na hora, mas uma lição útil depois de alguma reflexão. Normalmente o conselho gentil é duplamente eficaz – pelo conselho e pela gentileza. Mas há momentos em que temos que ser diretos, as palavras fortes e agressivas causarão muito mais impacto. Alguém precisa se rebelar, protestar, contestar e questionar ou as coisas nunca mudam.

Onde está o limite? Para mim a resposta está novamente no amor. Procuro olhar para o outro ser humano com genuína vontade de ajudar. Penso bem antes de me manifestar: Ele precisa mesmo da minha ajuda? Ele sabe que precisa ou pediu ajuda? Ele está pronto para receber ajuda? Eu estou pronta para dar a ajuda de que ele precisa no momento certo para ele? Eu estou sendo invasiva e mal educada? Filtros assim evitam atritos desnecessários. Vamos tentar compartilhar nossa sabedoria e não nossa neurose…

Digamos que eu seja uma boa cozinheira para sobremesas e tenha uma especialidade: doce de leite com coco e canela. Sabendo que vou receber uma visita muito querida, faço com o maior carinho o doce que eu adoro e muitas pessoas elogiam. A visita chega, começa a comer com alegria e logo me pergunta se o doce contém canela. Ela passa mal e me explica que gosta de canela, mas tem alergia. A partir daí, a responsabilidade é minha se continuar a oferecer doces com canela a esta pessoa. Não importam as minhas sinceras intenções de agradá-la nem meu capricho no preparo dos doces, eu preciso aceitar que eu dou uma delícia que me faz bem e ela recebe um veneno que lhe faz mal. Se eu me esquecer ou menosprezar isso, estarei fazendo por mim e não por ela, estarei atrapalhando e não ajudando. Melhor comer outra coisa.

O trabalho voluntário é um favor aos outros e a si mesmo. Para começar, inspire-se nas histórias a seguir, pegue um dado e siga as casas do desenho. É fácil ajudar!

E se a gente vivesse sem dinheiro? Por um mês, a Bia tentou não pôr a mão no bolso. E, assim, vivendo na pindaíba, ela descobriu o real valor do que consome, veja o relato dela em Minha vida sem grana.

Em um mundo onde tudo já está pronto e à venda, parar e encontrar tempo para produzir algo por si mesmo Com a mão na massa pode ser fonte de satisfação e de relaxamento.

Em Graças à vida leia como ser grato ajuda a lembrar que a vida é boa e vale a pena ser vivida. Tão elementar quanto a existência, ela fortalece nossas relações e nos dá a melhor vida possível.

Até que ponto guardar e colecionar é saudável?  Como qualquer linha divisória entre normal e anormal nem sempre é óbvia. Este pode ser um problema com graves ou no mínimo desagradáveis consequências, além de ser um problema crescente, que faz acumular cada vez mais coisas com o tempo. Saiba mais neste artigo Colecionismo Compulsivo. Só não entendi a parte de ser organizado, a maioria das pessoas que eu conheço com mania de guardar / colecionar não dá conta de arrumar.

Muitos afirmam ser o amor ao dinheiro o maior problema do mundo, o que leva as pessoas a serem más e infelizes, cometerem atos criminosos e se tornarem escravas. Quando eles citam exemplos de pessoas que seriam materialistas e teriam este amor ao dinheiro exacerbado, eu vejo outra coisa. Vejo amor ao PODER que o dinheiro traz, o controle sobre sua própria vida e a dos outros, o respeito que deveria ser destinado a todos, o status que impressiona.

Frequentemente eu tenho a impressão que as pessoas que se deixam controlar e seduzir pelo poder financeiro do outro, essas sim tem amor ao dinheiro… E também acho que o amor ao poder é que é avassalador, impiedoso, escravizante e perigosíssimo. Deve ser administrado e trabalhado com extremo cuidado e normalmente se manifesta de outras formas não necessariamente mateirais!

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